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Seleção e preparo para cirurgia conservadora no câncer de mama
Por Daniel Guimarães Tiezzi (trecho de artigo adaptado).
A maioria das pacientes com câncer de mama em estádio I e II são candidatas à cirurgia conservadora. O tamanho do tumor não é um fator limitante por si só. A relação do volume da mama com o tamanho do tumor é o fator anatômico mais limitante. Assim, desde que não haja contraindicações ao procedimento, a cirurgia conservadora estará indicada em pacientes com câncer de mama em estádio I e II. Deve-se considerar, ainda, se a relação volume da mama/tamanho do tumor permite uma ressecção cirúrgica com resultado cosmético satisfatório, seguindo conceitos da cirurgia oncológica.
É fundamental a realização de mamografia pré-operatória para o planejamento cirúrgico. A mamografia traz informações sobre a extensão da lesão e sobre o restante do parênquima na busca de lesões adicionais (multicentricidade). O diagnóstico histológico pré-operatório de câncer não é obrigatório, mas ele aumenta a probabilidade de margens cirúrgicas livres na cirurgia definitiva, reduz o número de cirurgias e melhora o resultado cosmético e oncológico. O diagnóstico histológico prévio pode ser obtido por biópsia de fragmento com agulha (core biopsy). Essa técnica não aumenta o risco de recorrência local em cirurgia conservadora.
A quimioterapia neoadjuvante é uma alternativa atual para aumentar as taxas de cirurgia conservadora em pacientes não candidatas ao procedimento por relação volume da mama/tamanho do tumor imprópria. Essa abordagem clínica permite a cirurgia conservadora em 50 a 75% das pacientes com indicação primária de mastectomia pela extensão anatômica do tumor. Estudos recentes têm demonstrado que a sobrevida em longo prazo está associada à resposta ao tratamento neoadjuvante em pacientes com tumores de grande volume, sendo a resposta patológica completa o melhor preditor de sobrevida nestas pacientes. Seguindo este princípio, uma tendência emergente no tratamento neoadjuvante é atingir a melhor resposta antes de realizar o procedimento cirúrgico. Consequentemente, um número crescente de pacientes com tumores de grande volume pode ser tratado com cirurgia conservadora da mama. No entanto, a segurança para a realização desse procedimento em pacientes primariamente selecionadas para mastectomia ainda não está estabelecida.
Leia o texto 'Seleção e preparo para cirurgia conservadora no câncer de mama' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a entender que, em relação à cirurgia conservadora em pacientes com câncer de mama em estádio I e II, a relação do volume da mama com o tamanho do tumor é o fator anatômico mais limitante.
II. O texto leva o leitor a concluir que, desde que não haja contraindicações ao procedimento, a cirurgia conservadora estará indicada em pacientes com câncer de mama em estádio I e II.
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