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Névoas da ignorância
Por Ana Maria Puccinnio, em 03 de Janeiro de 2022.
Acessar um aplicativo de notícias sobre política hoje de amanhã fez surgir em mim o sentimento de que vivemos uma preocupante situação mundial de ignorância. Falta clareza nas notícias e os acontecimentos vão se atropelando, gerando uma guerra de comunicações que, com seus progressivos ataques, estão sobrepujando a objetividade que desejamos ao compartilhar os fatos.
Nesse ambiente caótico, a população fica confusa diante das informações potencialmente falsas – as “fake News” – e cai em um processo de entorpecimento que pode prejudicar a vida em sociedade. O diálogo amistoso está se extinguindo e dando lugar ao debate irracional, groseiro e rude na Web, nas ruas e nos palanques.
Na minha percepção, esses cenários são a consequência de um contínuo distanciamento da humanidade dos seu propósitos fundamentais: a valorização da vida e dos indivíduos.
Me sinto em um mundo onde as coisas são feitas, permitidas ou mesmo tolhidas sem que exista um debate sincero sobre os temas que cercam as grandes decisões. Ideias e projetos importantes, que poderiam melhorar a vida de todos, emperram no paredão da ignorância e na indisposição de grupos que se negam a buscar um acordo com quem tem pensamentos diferentes.
Falta um esforço comum em busca de uma melhor vida para todos.
I. A indisposição quanto à busca por acordos com quem tem pensamentos diferentes é um fator apresentado pela autora do texto como sendo um fator impeditivo para a realização de algumas iniciativas que poderiam melhorar a vida das pessoas.
II. O texto traz um alerta ao leitor sobre o risco que as “fake News” causam ao criar uma confusão sobre a população que busca entender objetivamente a verdade dos fatos.
III. Na parte final do texto, a autora reforça a ideia de que “as densas névoas da ignorância” estão presente em nossa sociedade há séculos e, portanto, representam um axioma político equivocado e distante do senso comum.