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O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de terrorismo e violência extrema. O ataque foi executado por um homem-bomba num parque de Lahore, capital da província de Punjab, e tinha como alvo não só a minoria cristã, mas igualmente o projeto de abertura democrática do premier Nawaz Sharif, defensor de um Paquistão mais “educado, progressista e voltado para o futuro”, incluindo mulheres e minorias religiosas — hindus, cristãos e muçulmanos xiitas —, alvos frequentes do sectarismo étnico-religioso. E, como os extremos se atraem, no domingo, a “Marcha contra o medo” em Bruxelas, foi invadida por mais de 200 hooligans, vestidos de preto, com cartazes anti-imigração e slogans xenófobos, exigindo a atuação da polícia para dispersar os mais violentos. Esses manifestantes expressam um ódio cego, que tem forte ressonância em governos conservadores e ultranacionalistas europeus. Estes defendem o fechamento de fronteiras a imigrantes e refugiados. Os radicalismos colidem, mas também se alimentam mutuamente, estimulando uma espiral de violência sem fim. Nos dois extremos estão exemplos das forças que ameaçam as distintas expressões de civilização — não apenas a Ocidental, mas todas aquelas com vocação para a paz e a prosperidade.
(Adaptado de O Globo, 29/03/2016)
Analisando o trecho destacado abaixo do Texto, é correto concluir que: “O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de terrorismo e violência extrema.” (Linhas 1 a 4).