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(Texto)
1 "Eu não estou grávida. Estou é farta" –
expressou a atriz Jennifer Aniston, de 47 anos,
reagindo a cobranças sociais e à matéria da
revista "In Touch", (13.07.16) "depois de ter mais
5 uma gravidez falsa anunciada pela mídia
americana", como anota Roberta Jungmann, na
sua coluna "Persona" (Folha de Pernambuco,
17.07.16). Antes, a revista americana "Ok
Magazine" anunciara que a atriz estaria gravida
10 de gêmeas depois de submetida a técnicas de
reprodução assistida.
A exclamação incontida avoca, de saída,
diversas questões jurídicas relevantes, na seara
do direito de família. A primeira delas é a da
15 opção de não ter filhos, como escolha e
realização, impondo-se reconhecer que os
muitos arranjos de experimentação procriativa
são, a todo rigor, direitos reprodutivos e não
deveres.
20 De fato, fenômeno crescente tem sido o de
mulheres que, nas duas últimas décadas,
permanecem "childless" (sem filhos), na nova
realidade da maternidade postergada, quando
são adiados os projetos parentais em
25 preferência/prioridade à independência
profissional e financeira. A maternidade é
protraída, significando, antes de mais, uma
redefinição da identidade feminina, no mercado
de trabalho, sem implicar na rejeição de filhos.
(Adaptado de Jusbrasil, 26/07/2016)
Analisando-se o trecho abaixo retirado do Texto, podemos concluir corretamente que, pelas mulheres, a maternidade vem sendo: “A maternidade é protraída, significando, antes de mais, uma redefinição da identidade feminina, no mercado de trabalho, sem implicar na rejeição de filhos.” (linhas 26 a 29).