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49°C na Índia: calor extremo tornará impossível trabalho ao ar livre durante metade do ano
O governo indiano apresenta um relatório que mostra as consequências da onda de calor com temperaturas extremas que chega ao país. Foi o verão mais quente já registrado, com um número recorde de dias com temperaturas extremas. Projeções mostram que o país será um dos mais atingidos pelo aquecimento global, mas luta pela tentativa de proteger a população mais pobre dos efeitos das altas temperaturas.
A Índia registrou duzentos e três dias de temperaturas extremas, um recorde em sua história. O número é cinco vezes maior do que o de 2021. Uma onda de calor é declarada tecnicamente quando as temperaturas baixas ultrapassam 45°C durante dois dias consecutivos.
Isto é parte de uma clara tendência de aquecimento global. Durante os últimos 50 anos, cada década tem sido mais quente e mais extrema do que a anterior.
E, neste ano, o termômetro subiu para 49°C, uma temperatura sem precedentes em Nova Délhi. Isto, infelizmente, segue as projeções do painel climático da ONU, que adverte que o subcontinente indiano será uma das áreas mais afetadas pela mudança climática.
No caso extremo de um possível aquecimento global de 2°C, será impossível trabalhar ao ar livre por mais da metade do ano em grande parte do país. Para responder a emergências como essa, o governo criou um plano de ação nacional de Saúde, demorando para ser implementado.
Os migrantes mais pobres, por outro lado, instalam-se em favelas, em habitações mal ventiladas, e são as primeiras vítimas dessas ondas de calor.
Consequências da onda de calor com temperaturas extremas chegam 'ao país'.
Substituindo a expressão destacada por uma expressão feminina, tem-se: