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A ALFABETIZAÇÃO DEIXA MARCAS
A alfabetização deixa marcas é o que mostra um estudo publicado na Revista Científica Mind, Brain and Education, em junho deste ano, assinado por eminentes neurocientistas, entre eles Stanislas Dehaene, do Collège de France, e a brasileira Lucia W. Braga, do Hospital Sarah Kubitschek.
O estudo envolveu um adulto que estava internado no hospital Sarah Kubitschek e que foi submetido a um programa de alfabetização. Por meses, os neurocientistas procuraram as marcas esperadas no cérebro já que sabemos que quando uma pessoa se alfabetiza, há uma ativação mais intensa da chamada área da forma visual da palavra, localizada no córtex esquerdo occipito-temporal. Até que, depois de 16 semanas de resultados frustrantes, o experiente Dehaene perguntou aos seus colegas brasileiros que método vinha sendo usado para alfabetizar. Diante da resposta – método global inspirado em Paulo Freire, associado com um método silábico –, Dehaene instruiu seus colegas a utilizar o método fônico. O resto da história está documentado no artigo da Revista Científica– a ativação cerebral ocorreu da forma prevista rapidamente, nos locais previstos. A alfabetização realmente deixa marcas. Agora não dá mais para enganar.
(Fonte disponível em http://veja.abril.com.br/blog/educacao-em-evidencia/a-alfabetizacao-deixa marcas/ >acesso em 15 de setembro de 2017)
Sobre o método global de ensino inspirado em Paulo Freire, é correto afirmar: