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O mundo do qual fazemos parte e, no qual, exercemos, talvez, a mais árdua das profissões – a de educador – está em constante e quase desenfreado desenvolvimento. Atualmente, nada mais pode ser considerado “novo” ou “revolucionário”, pois a cada instante surgem novas tecnologias que transformam nosso dia a dia e nos tornam dependentes destas inovações. Por que então nossas escolas continuam acreditando que os conteúdos não têm que acompanhar estas mudanças? Por que aquilo que nós aprendemos em nossa formação inicial ainda é a mesma coisa que nos é exigido “ensinar” a nossos alunos, imersos num mundo em constante evolução? E o pior, por que acreditamos que nossos conteúdos disciplinares ultrapassados frente a essa avalanche de informações às quais eles estão expostos cotidianamente, vão atraí-los e motivá-los à construção de seus conhecimentos? Este mundo, que atribui a cada dia novas tarefas à escola, exige que a escola e seus agentes – professores, funcionários, pais, alunos – reflitam, reconstruam o espaço escolar de modo a receber e compartilhar todas essas inovações, tornando os discentes seres competentes diante da sociedade que os receberá e que se encontra em constante mudança.
Sobre o trecho acima: