///
Analfabeto em emojis
Durante uma conversa numa confraternização de fim de ano, após algumas cervejas, alguém finalmente teve a coragem de me dizer que eu era muito rude, algo que aparentemente estava entalado na garganta de algumas pessoas. Eu confesso que não entendi, pois sempre tento ser cordial e amável no relacionamento interpessoal. Ao perguntar de onde veio essa sensação, as pessoas responderam:
– Você frequentemente só responde com joinha às mensagens de WhatsApp.
Fiquei espantado, pois não tinha ideia que isso era considerado rude. E não só isso. Percebi ali que o meu repertório de emojis era bem limitado (se resumindo ao e ), o que me caracterizava, muito provavelmente, como um dinossauro ranzinza. O pior é que mais recentemente também descobri, por meio de meus próprios filhos, que eu cometia o deslize de usar pontuação nas mensagens do WhatsApp, algo também considerado MUITO grosseiro (assim como o uso de caixa-alta). Como faço para me adaptar? (...)
O artista japonês Shigetaka Kurita desenhou o primeiro conjunto de 176 emojis (do japonês e-imagem moji-letra) para uma empresa de telefonia celular, mas a grande maioria eram símbolos cotidianos para usar em lugar de palavras, como bola, casa, orelha, telefone, etc. Mas a expansão do uso não ocorreu até 2011, quando a Apple decidiu deixar emojis disponíveis em seu teclado, com o Android seguindo a tendência dois anos depois. Em 2015 o Dicionário Oxford nomeou a palavra do ano. Hoje em dia o Consórcio Unicode, que governa o uso dos emojis, lista mais de 3.500 símbolos diferentes, mas que aumentam a cada dia. (...)
Em relação ao texto “Analfabeto em emojis”, é correto afirmar que ele se desenvolve a partir de: