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Picolotto (2007) considera que, a partir de meados dos anos 90, a construção da identidade da agricultura familiar busca livrar-se do caráter "atrasado", "imperfeito" e "incompleto" da noção de pequena produção e elaborar uma ressignificação cultural da pequena agricultura, dando-lhe novos adjetivos, tais como: "produtora de alimentos", "moderna" e "eficiente". Cabe destacar que um dos motivos dessa recente valorização se deve: