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Leia o trecho da reportagem abaixo, publicada na revista Veja, edição de 12 de novembro de 2003.
QUEBRA-CABEÇA GIGANTE
UMA MEGAAPERAÇÃO PARA MONTAR O MAIOR AVIÃO DO MUNDO COM PEÇAS FEITAS EM QUATRO PAÍSES
(...) Até agora, o projeto consumiu mais de 10 bilhões de dólares em pesquisas e impôs vários desafios aos engenheiros do consórcio europeu que controla a Airbus. O maior deles é de ordem logística — como viabilizar a montagem de cada unidade do mastodonte de 73,3 metros de comprimento por 79 metros de envergadura. Isso porque o A380 será construído em módulos, fabricados pelos quatro países que têm participação no consórcio — França, Inglaterra, Espanha e Alemanha. As asas serão feitas na Inglaterra. A barriga do avião e um pedaço da cauda, na Espanha. A França vai fabricar o nariz e a maior parte da cabine de passageiros. A colaboração alemã inclui a outra parte da cauda e dois segmentos da cabine de passageiros.
Tendo como exemplo o que foi retratado nesse trecho, observa-se que, nas últimas décadas, vem ocorrendo o que os especialistas chamam de fragmentação do processo produtivo industrial. Esse processo está em expansão em função da busca por: