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“Para uma de minhas pacientes, Frances D., a música era tão poderosa quanto qualquer droga. Num momento , eu a via retesada, hirta e bloqueada, ou então tomada por espasmos, tiques e tagarelice – parecia uma bomba-relógio humana. No instante seguinte, se tocássemos música para ela, todos esses fenômenos explosivo-obstrutivos desapareciam e eram substituídos por uma extasiante facilidade e fluidez de movimento, e a sra D., subitamente livre de seus automatismos, ‘regia’ sorridente a música, ou então se levantava e dançava. Mas para ela era necessário que a música fosse legato; música percussiva, staccato, podia ter efeito contrário”.
(Sacs, 2007, p. 245)
Aplicando-se as idéias de José Assunção Barros acerca da utilização da música em Musicoterapia, no caso relatado por Oliver Sacs temos um exemplo de: