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O bom exemplo vem de Codajás, a 240 quilômetros de Manaus: produtores de açaí uniram-se em uma cooperativa e instalaram uma fábrica com capacidade para produzir 100 toneladas por mês de polpa pasteurizada. Trata-se de um empreendimento forjado em estudo econômico especializado, com ampla possibilidade de obter sucesso, e de tornar-se modelo de desenvolvimento sustentado para outros municípios com vocação agroindustrial. Vejamos: o consumo do produto no Brasil cresce 14,28% por ano, enquanto a produção aumenta 7,96% por ano.
Consultores do setor atestam que, caso o consumo continue nesse ritmo, os produtores brasileiros não serão capazes de atender à demanda do próximo ano. Pode-se afirmar, então, que Codajás foca num mercado mais que promissor, pois a tendência de ampliação do número de consumidores de novos sabores é mundial. No Brasil, os subprodutos do açaí (sorvetes, sucos, balas e doces) caíram no gosto popular de cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo. O principal fornecedor do produto, atualmente, é o Estado do Pará, que produz 132,6 mil toneladas por ano, enquanto o Amazonas contribui com apenas 5 mil toneladas por ano, das quais 1,5 mil tonelada sai dos açaizais de Codajás.
As vantagens comerciais são muitas, por isso, os produtores não demoraram a convencer o Governo do Amazonas e a Suframa a apoiá-los com financiamentos diretos, estudos econômicos e infra-estrutura para que a pasteurização do produto ocorresse no próprio município.
É preciso garantir, a partir de agora, o desenvolvimento sustentado do projeto, que, além dos ganhos financeiros, deve oferecer resultados ambientais e sociais. A agroindústria do açaí de Codajás não servirá de modelo caso os pequenos produtores e trabalhadores da lavoura do açaí recebam pagamento injusto. Não só os financiadores e apoiadores têm a responsabilidade de fiscalizar o projeto, mas toda a sociedade, para que a interiorização do capital no Amazonas distribua renda e riqueza em vez de apenas explorar mão-de-obra barata e danificar a natureza. O que todos esperam é que, com planejamento adequado, o exemplo de Codajás se espalhe pelos demais municípios do Amazonas, com a agregação de valor à produção dos que cultivam cupuaçu, banana, laranja, cacau, pupunha, camu-camu, buriti, mandioca, peixes e tantos outros produtos regionais.
De que forma a sentença “A agroindústria do açaí de Codajás não servirá de modelo caso os pequenos produtores e trabalhadores da lavoura do açaí recebam pagamento injusto.” pode ser reescrita adequadamente?