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A torcida para que o carioca se anime e vá às compras
Às 10h da última quarta-feira, um jovem vendedor do Mercadão de Madureira apontava para si a câmera do seu smartphone. Adriano Silva, de 21 anos, posava entre bandeiras, cornetas e bandanas amontoadas nas prateleiras de uma das quase 600 lojas ao seu redor. Ao lado, um colega de trabalho se divertia com a cena. Os dois tinham tempo de sobra, assim como os outros funcionários de um dos maiores mercados da cidade. Apesar dos 80 mil visitantes diários, nenhum artigo temático da Copa do Mundo fora vendido naquela manhã. Faltam apenas 18 dias para o início do evento. Para quem vê os estoques lotados, porém, a impressão é de que falta muito mais.
O encalhe de produtos temáticos é uma realidade familiar — e temida — aos comerciantes. Tanto que eles tentam desovar toda a sorte de artigos em verde e amarelo que permaneceram no estoque da última Copa, no afã de amortecer prejuízos de 2010. Exemplo disso é a grande caixa promocional na entrada de uma das lojas, abarrotada de camisas 10 da seleção brasileira com o nome do jogador Kaká, a R$ 5. Kaká não está no escrete brasileiro deste ano.
— Tem coisa aqui de 2006 — revela, em tom constrangido, Adriano. A expectativa é que as vendas alavanquem na primeira semana de junho. Caso contrário, o prejuízo será grande. De acordo com o cálculo dos lojistas, eles terão de vender cerca de 70% dos produtos até o final do Mundial, para não saírem perdendo. Mas a porcentagem, até agora, não ultrapassa a marca dos 5%.
— O que mais tem saído é corneta e bandana. Mas, em relação a 2010, as vendas estão bem piores. Pelo visto, tem muita coisa que vai ficar aí por mais quatro anos — diz o vendedor.
O seguinte trecho do Texto I contém um contraste: “Faltam apenas 18 dias para o início do evento. Para quem vê os estoques lotados, porém, a impressão é de que falta muito mais.” (ℓ. 11-14)
O contraste contido nesse trecho está coerentemente interpretado em: