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Este mundo é-me um deserto Por onde um vulcão passou E gravada a minha história Em traços negros deixou. São-lhe tetos bronzeados Escuros, medonhos céus, Onde bramem tempestades Em contínuos escarcéus. Só, por ele vai minh’alma, Nos destroços tropeçando, Com passo tardio e incerto Tristemente caminhando. Marcha... marcha ... enfim, cansada De tão longo caminhar. Nalguma pedra que encontra, Descansa, e põe-se a chorar. Olha o céu... nem uma estrela! Olha a terra... é negro chão! Clama em brados por socorro, Só responde o furacão. Nos olhos seca-lhe o pranto... Continua a caminhar, E noutra pedra distante Descansa e põe-se a chorar.
Pelo texto, pode-se concluir que