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Numa reunião reflexiva, foi comentado sobre como foram as aulas de professores participantes de um estudo acadêmico, na semana anterior, com cada docente relatando experiências do retorno às aulas [...]. Cada um escolheu para descrever uma série e turma específica.
Prof. Rogério: Hoje trabalhei sobre as partes do corpo humano em inglês. Para minha surpresa, a maioria dos alunos terminou a atividade bem antes do que eu imaginava. Então, para não deixá-los sem fazerem nada, inventei uma dinâmica: dividi a sala em meninos VS meninas e fui apontando para partes do meu corpo. Quem falasse a parte primeiro, em inglês, ganhava um ponto. Eles ficaram bem agitados, mas gostei do resultado, pois vi todos se empolgarem com a proposta e participarem bastante.
Prof. Fernandes: Já tive experiências assim, mas confesso que prefiro fazer grupos heterogêneos, pois essa divisão de homens VS mulheres pode gerar ações como o machismo, por exemplo. Em outros ambientes como em sua casa, clube ou festas, eles não ficam separados por sexo. Então, não vejo por que fazer isso em sala de aula. Perdão ter que não concordar com sua forma de trabalhar colega (referindo-se a Rogério), mas a sala de aula faz parte da sociedade. Não é um universo avulso. Então, devemos quebrar essas práticas que para mim são arcaicas, como dividir alunos devido a seu sexo. Mesmo que seja em dinâmicas, não considero isso uma proposta interessante.
Analisando a ação dos professores frente a situação relatada quanto a uma concepção crítico-reflexiva, pode-se afirmar que o