///
“Em 2013, registraram-se 847 áreas em conflito no Brasil. Nessas áreas, 99.798 famílias estiveram envolvidas. Esse número é ligeiramente menor que o de 2012 (110.130). Mesmo assim, o número de conflitos, em 2013, atingiu uma cifra que é amplamente superior à média anual do período 1985-2006, que foi de 671 (Vide Atlas dos Conflitos no Campo Brasileiro). Ao longo dos 20 anos analisados no Atlas de Conflitos no Campo Brasileiro – 1985-2006 (CPT-LEMTO-GeoAgrária, 2013) –, o período entre 2003 e 2006, no primeiro mandato de Lula, foi o que registrou o maior número de conflitos [1.690], de famílias envolvidas [1.190.578 pessoas envolvidas] e de outros indicadores de violência [73 assassinatos]. Nos últimos três anos, no governo Dilma, a média anual supera as médias anuais de todos os períodos analisados no Atlas, exceto o período 2003-2006.”
Segundo o sociólogo José de Souza Martins, em sua obra Os camponeses e a política no Brasil, o aspecto estrutural do espaço agrário brasileiro que explica a ocorrência dos conflitos como aqueles descritos pela Comissão Pastoral da Terra é a