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“O mercado de trabalho, por exemplo, passou por uma radical reestruturação. Diante da forte volatibilidade do mercado, do aumento da competição e do estreitamento das margens de lucro, os patrões tiram proveito do enfraquecimento do poder sindical e da grande quantidade de mão de obra excedente (desempregados ou subempregados) para impor regimes e contrato de trabalho mais flexíveis. É difícil esboçar um quadro geral claro, visto que o propósito dessa flexibilidade é atender as necessidades com frequência muito específicas de cada empresa.”
A partir da instauração de um regime de acumulação flexível que sucedeu o fordismo desde meados dos anos 1970, o trabalho organizado sofreu um duro ataque a sua base, visto que, segundo David Harvey, a acumulação flexível implica