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Bismarck, que não precisava de ajuda externa e não se preocupava com a oposição interna, só podia considerar uma Alemanha unificada que não fosse nem democrática nem demasiado grande que não pudesse ser dominada pela Prússia. Se a monarquia dos Habsburgos entrasse em colapso com todas as suas nacionalidades, seria impossível evitar que os austríacos alemães viessem a se unir com a Alemanha, portanto abalando a supremacia da Prússia tão cuidadosamente construída.
A burocracia real introduziu, contra uma considerável resistência aristocrática, o ideal da obediência total e irrefletida à instituição, acima da classe e do indivíduo (antes do século XIX seria anacrônico falar de nação). A disciplina e a obediência prussianas e a admiração perante as qualidades de um soldado derivavam principalmente dos esforços dos Hohenzollern para criar uma monarquia centralizada.
Na densidade do tempo histórico, a territorialidade prussiana é substantivada nos textos no âmbito de um modelo de sociedade capitalista e burguesa. A associação entre o regime político e uma proposição desse modelo encontra-se identificada em: