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Se os escoceses votarem pela independência, isso será, pelo menos parcialmente, uma rejeição ao Partido Conservador, que na administração de Margaret Thatcher reformou a política britânica, e que agora tem uma coligação governista com os Liberais Democratas de centro. Isso também será um reflexo do desejo de políticas diplomáticas e socioeconômicas bem à esquerda de tudo o que o governo britânico oferece.
A união de Inglaterra e da Escó e da Escócia conduzida por Jaime I, estava em concordância com os esforços para pacificar o meio rural com armas e leis e criar na Igreja da Inglaterra uma religião civil. Os ingleses renascentistas discutiam os méritos do império e da nacionalidade (nationhood), seja sob o nome de republicanismo ou de monarquia, do catolicismo ou de uma igreja nacional, da métrica imperial e rima nativa. A “Grã-Bretanha”, como produto da união da Inglaterra e da Escócia, foi construída com todas as pompas que os poetas heroicos da Antiguidade e os seus correspondentes da modernidade poderiam conferir.
O referendo descrito na matéria jornalística remete, no entrecruzamento de temporalidades históricas, à invenção da Grã-Bretanha como