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Dentre as causas da revolução encontra-se a resistência à ditadura imposta pelo General Porfírio Díaz que, de 1876 a 1911, governou o México com mão de ferro. Emiliano Zapata, Francisco Pancho Villa, o advento da Constituição de 1917 e o governo de Venustiano Carranza são personagens e eventos que sustentaram a luta popular até a concretização da reforma agrária mexicana. Os ejidos eram terras comunais, localizadas no entorno dos vilarejos. Por meio da “Lei dos Ejidos” (1920), essas terras adquirem um senso jurídico único que as garante. Do parcelamento dos latifúndios nascem lotes repartidos entre famílias camponesas. Essas famílias possuíam direito à herança, contudo não poderiam vender os referidos lotes.
Entre 1944 e 1954 o crescente aumento das organizações indígenas e do campesinato estimularam o programa de reforma agrária do presidente Jacobo Arbenz, cujo mandato iniciou em 1951. Assim, em junho de 1952, o Congresso guatemalteco aprova a Lei de Reforma Agrária a fim de promover a emancipação econômica dos pobres e promover a distribuição de crédito e de assistência técnica aos agricultores assentados. À época, calcula-se que cerca de 40% da população receberam algum benefício do programa de reforma agrária capitaneada pelo governo do presidente Arbenz.
Incorporando a noção de permanência para dialogar com tempos-espaços diversos, essas reformas foram, historicamente, motivadas por