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As hemorragias digestivas altas de etiologia não varicosa são causadas principalmente por úlcera péptica gastroduodenal, lesão aguda de mucosa gastroduodenal, laceração aguda da transição esofagogástrica (Mallory-Weiss), câncer gástrico e esofagites. Embora cerca de 80% das HDA não varicosas cessem espontaneamente, a abordagem diagnóstica necessita ser dinâmica e associada a cuidados terapêuticos no sentido de preservar o equilíbrio hemodinâmico e a vida. Sobre o tema, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O emprego de Inibidores de Bomba Protônica (IBP), em casos de HDA por úlcera, reduz significativamente as taxas de ressangramento, a necessidade de intervenção cirúrgica ou de retratamento endoscópico, quando comparado a placebo ou bloqueadores H2.
( ) Recomenda-se, nas úlceras gastroduodenais com alto risco de ressangramento, que a injeção de adrenalina seja combinada a outra técnica de hemostasia endoscópica, sendo preferida por muitos autores a injeção de adrenalina seguida de termocoagulação com heater probe.
( ) Nos casos em que não se obtém a hemostasia com as medidas clínicas e após uma tentativa frustrada de terapêutica endoscópica, recorre-se à angiografia terapêutica (injeção de substâncias vasoconstritoras ou embolização) ou ao tratamento cirúrgico de emergência.
( ) Durante e após o exame de endoscopia de urgência, sobretudo quando há necessidade de terapêutica, pode haver agravamento do sangramento ou perfuração gastroduodenal, motivo pelo qual devem ser predeterminados limites para cada técnica a ser utilizada – a utilização de mais de 30 ml de adrenalina 1/10.000, ou mais de 2 ml de álcool absoluto.
( ) As formulações venosas de IBP podem ser ministradas em bolus ou por infusão prolongada e, na eventual falta dessas formulações, a utilização por via oral é ineficaz, sendo utilizada outras drogas, como somatostatina ou octreotídeo.
A sequência está correta em