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Agora, ó José
É teu destino, ó José,
a esta hora da tarde, se encostar na parede, as mãos para trás.
Teu paletó abotoado
de outro frio te guarda, enfeita com três botões tua paciência dura.
A mulher que tens, tão histérica, tão histórica, desanima.
Mas, ó José, o que fazes?
Passeias no quarteirão
o teu passeio maneiro
e olhas assim e pensas, o modo de olhar tão pálido.
Por improvável não conta
o que tu sentes, José?
José
E agora, José?
A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta?
e agora, José?
Ao comparar os dois poemas, é nítida a relação entre eles. A este tipo de mecanismo em que um texto dialoga com outro dá-se o nome de