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Ex-doméstica, primeira comandante da Guarda de SP quer intensificar proteção à mulher
Guilherme Seto - Paulo Gomes
Primeira mulher nomeada comandante da maior guarda do país, Elza Paulina de Souza, 52 anos, viveu a desigualdade de gêneros durante sua trajetória. Mãe solteira, chegou a ter que esconder a filha pequena em um banheiro do seu posto de trabalho por não ter com quem deixá-la.
Trabalhou como empregada doméstica e dirigiu trator na roça. Entrou na Guarda Civil Metropolitana de São Paulo no ano em que a instituição foi criada, em 1986, época em que as agentes tinham que usar uma saia que limitava os movimentos e não podiam andar armadas.
Alta e com postura retilínea, Elza é uma figura imponente. Diz que nunca foi conhecida por ser “meiguinha” – “muito pelo contrário, não passo a mão na cabeça, sou meio bruta, tropeços nos ambientes”.
Essa postura, ressalta, não tem a ver com uma maneira de marcar território em uma instituição historicamente masculina. “Não preciso cuspir no chão para mostrar que sou mais capaz que um homem”. Formada em fisioterapia, medicina oriental e filosofia, ela diz usar o conhecimento e o diálogo como maneiras de refletir sobre o espaço e a relação com o outro.
No programa Guardiã Maria da Penha, Elza foi a responsável pela instalação de uma espécie de botão de pânico virtual no aplicativo SP + Segura, da Secretaria Municipal de Segurança Urbana. “Eu falei para o desenvolvedor aprimorar, porque eu não tinha como dar o botão do pânico para as meninas, mas eu tenho o aplicativo”, diz. ‘É muito mais prático. O botão ela pode esquecer. O celular ela não esquece”, explica.
A reportagem sobre Elza Paulina de Souza destaca a desigualdade de gêneros vivida durante sua trajetória profissional. Representa um exemplo dessa desigualdade o seguinte fato citado no texto: