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A emergência e institucionalização do Serviço Social como especialização do trabalho ocorre nos anos 20 e 30, sob influência católica europeia. Com ênfase nos fundamentos do Serviço Social de Caso, a técnica está a serviço da doutrina social da igreja. Nos anos 40 e 50 o Serviço Social brasileiro recebe influência do tecnicismo e sua ênfase está na ideia de ajustamento e de ajuda psicossocial. Nesse período há o início das práticas de Organização e Desenvolvimento de Comunidade, além do desenvolvimento das peculiares abordagens individuais e grupais. Nos anos 60 e 70 há um movimento de renovação na profissão, que se expressa tanto da reatualização do tradicionalismo profissional, quanto de uma busca de ruptura com o conservadorismo. Com os “ventos democráticos” dos anos 80, inaugura-se o debate da Ética no Serviço Social, buscando-se romper com a ética da neutralidade e com o tradicionalismo filosófico fundado na ética neotomista e no humanismo cristão. Nos anos 90, o Serviço Social amplia os campos de atuação, discutindo a sua instrumentalidade na trajetória profissional, ressignifica o uso do instrumental técnico-operativo e cria novos instrumentos, como mediação para o alcance das finalidades, na direção da competência ética, política e teórica, vinculada à defesa de valores sociocêntricos emancipatórios.
Considerando este breve histórico, responda a alternativa abaixo que melhor caracteriza a intenção de ruptura com o tecnicismo, a tradição cristã e o ajustamento dos sujeitos da intervenção profissional: