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“[...] O São Francisco não é a panacéia do semiárido. Não tem água para tanto e definha. [...] Além do mais, seria preciso considerar que o estado brasileiro em pior situação de água é Pernambuco, mas, mesmo assim, possui uma disponibilidade de água de 1.270m³/ano/pessoa, portanto, dentro dos marcos da regularidade. Abaixo de 1.000 m³/ano/pessoa é que considera situação de escassez, segundo os padrões da ONU. Todos os demais estão em melhor situação. O problema é o acesso a essa água, não a falta dela”, como diz Aldo Rebouças em seu livro Águas doces no Brasil. É preciso orientar uma política para o semiárido dentro de duas visões antagônicas: a primeira, respeitando a natureza, cooperando com ela, empoderando o sertanejo, elevando a dignidade, sua qualidade de vida e sua cidadania. A segunda, depreda a natureza, mata os rios, saliniza o solo, destrói a cobertura vegetal, sustenta os interesses individuais.”
Conforme o texto, as visões antagônicas se fundamentam na