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Solidão e ansiedade podem estar atrás da tentação de se fazer notar constantemente em redes sociais. Entre os jovens, esse comportamento pode estar relacionado à perda da empatia.
No mundo virtual, a vida é editada. Redes sociais dão às pessoas a possibilidade de se apresentarem da forma como querem ser, de pensarem melhor antes de agir, de verem sem ser vistas ou serem vistas sem ver. Garantem elogios aos carentes, dão popularidade aos solitários. E é por isso que ali eles se fazem tão presentes: 79% dos usuários de Facebook que se descrevem como solitários compartilham informações pessoais excessivas na rede. Esse recente levantamento dos pesquisadores da Charles Sturt University, na Austrália, complementa uma série de outros que relacionam o uso exagerado das mídias sociais à solidão, depressão e ansiedade.
Alguns mostram que, mais que sintoma, as redes podem ser a causa de alguns problemas sociais. No ano passado, psicólogos da Universidade de Michigan constataram, em entrevistas diárias com usuários do Facebook, que o tempo que se passa conferindo o site é inversamente proporcional ao sentimento de satisfação com a vida. Com isso, eles concluíram que a rede, atualmente com 1,1 bilhão de usuários em todo o mundo, pode gerar efeitos psicológicos negativos.
Leia os enunciados a seguir.
(I) Grande parte das pessoas que frequenta as redes sociais está em busca de admiração e companhia.
(II) Os números citados no texto revelam a quantidade de posts com informações pessoais publicados nas redes sociais.
(III) Os usuários do Facebook que passam muito tempo navegando no site são, via de regra, pessoas que têm pouco prazer na vida.
(IV) Pesquisadores têm comprovado que os usuários de redes sociais conseguem mais facilmente superar a solidão, a depressão e a ansiedade.
As afirmações que contêm interpretações permitidas pelo texto são