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Desenvolvimento sustentável da Amazônia depende do saber das comunidades
É impossível pensarmos em preservação ambiental, sustentabilidade e ações para frear o aquecimento global sem nos lembrarmos da Amazônia. O bioma com a maior biodiversidade do planeta, riquíssimo em flora, fauna e recursos naturais, é recheado de oportunidades e de respostas para a crise climática que afeta o mundo todo. Nesse sentido, a iniciativa privada, o setor público, o terceiro setor e a sociedade civil têm se engajado cada vez mais para mergulhar no universo amazônico e extrair o que a floresta tem de valioso, ao mesmo tempo em que buscam preservá-la.
As pessoas que vivem na região são as que mais entendem das particularidades da Amazônia. São elas que estão todos os dias usufruindo e contribuindo para o desenvolvimento do bioma. Manter a floresta em pé também passa necessariamente pelo desenvolvimento socioeconômico da população amazônica, a partir do olhar dos próprios moradores, que precisam da floresta e tiram dela seu sustento.
Em visitas à região, temos acompanhado de perto a vida dos moradores da Amazônia e vemos que há questões que para nós podem parecer triviais, mas que para eles são gargalos que fazem toda a diferença. É o caso do acesso à água potável, que para algumas comunidades é ainda mais urgente do que ter a sua renda ampliada. Outra vulnerabilidade da região, que atrasa o desenvolvimento dos negócios por lá, é a falta de energia elétrica.
A maneira mais efetiva de conhecer todos esses desafios, a exemplo dos potenciais da floresta, é estar in loco nela, vivenciando o bioma. Somente conhecendo e construindo com as comunidades locais teremos sucesso, e é isso que temos buscado fazer. O desafio envolve também as políticas públicas e o mercado, que tem o potencial de fazer com que muitas dessas oportunidades de negócios ganhem a escala necessária para a realidade amazônica.
O uso da crase no trecho “Em visitas à região” (3º parágrafo) se justifica pela mesma regra utilizada em