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Dieta vegetariana pode ser pior para o ambiente
É isso que um novo estudo realizado nos Estados Unidos aponta: comer carne pode não ser tão ruim, afinal
Ana Luísa Fernandes
Que a criação de gado traz prejuízos para o meio ambiente, ninguém duvida: segundo estudos, a pecuária é responsável por 51% do aquecimento global. Mas pode ser que largar de vez a carne não seja a melhor opção. "Comer alface é até três vezes pior em emissões de gases causadores do efeito estufa do que comer bacon. Muitos vegetais comuns requerem mais recursos por caloria do que você imagina", diz Paul Fischbeck, um dos pesquisadores. Curioso para entender a lógica? Ela é bem simples, na verdade. Para substituir 1 kg de picanha, por exemplo, não é suficiente comer 1 kg de couve-flor, caso você queira manter o seu peso. Para ingerir a mesma quantidade de calorias, são necessários 11,8 kg do vegetal. E, levando em consideração o uso de energia e água na produção, emissão de gases causadores do efeito estufa e transporte, a picanha leva a melhor. Mas esse foi só um dos cenários analisados.
No segundo cenário, os pesquisadores concluíram que mudar a dieta da população norte-americana, que é particularmente alta em calorias, já diminuiria o impacto da produção de alimentos no planeta. Uma dieta balanceada e menos calórica reduziria em 9% o uso de energia, água e emissões. E ninguém precisa deixar de comer o que quer - é só comer menos. Produzir mais alimentos, como couve-flor, para compensar as calorias perdidas da carne, envolve mais energia, água e gases causadores do efeito estufa. "Existe uma relação complexa entre o ambiente e a alimentação. O que é bom e saudável para os humanos, nem sempre é o melhor para o ambiente", explica Michelle Tom, uma das autoras do estudo.
De acordo com as informações presentes no texto 1, é correto afirmar que