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Implantado pelo Estado Colonial Português, o processo de concessão de títulos, de terras e de poderes quase absolutos aos senhores de terra, levou a administração pública brasileira a uma prática que não distingue o que é público e o que é privado. Foi comum em todos os absolutismos e se trata de uma particularidade de um Estado que não possui distinções entre limites do público e do privado. Nesse modelo, a vontade do titular do governo é inquestionável e todos os bens (públicos e privados) são considerados como seus, não existindo a coisa pública.
Estamos falando do(a)