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À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. Aposentei os dentes. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso de viver. Guerra, sexo, esporte - me dás tudo, tudo. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo.
Em uma “leitura interpretativa” do título do poema acima (“À televisão”), é possível deduzir que o autor: