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Caracteriza-se, principalmente, pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político. Este período apresenta novos hábitos, diferentes concepções, que, imediatamente, exerce profunda influência na pintura, nos movimentos literários, na esfera cinematográfica, e nas demais vertentes artísticas. Esta tendência cultural, com certeza, emerge das transformações sociais ocorridas neste momento. Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual, subitamente, dominou o dia a dia do mundo. Em uma atitude metalinguística, o criador se volta para a crítica de sua mesma obra e do material de que se vale para concebê-la, o arsenal imagético ao seu alcance. Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas, o que permite à Arte ampliar seu espectro de atuação, pois ela não trabalha apenas com objetos concretos, mas, principalmente, com conceitos e atitudes. Refletir sobre a arte é muito mais importante que a própria arte em si, que agora já não é o objetivo final, mas sim um instrumento para que se possa meditar sobre os novos conteúdos impressos no cotidiano pelas velozes transformações vivenciadas no mundo atual. O trecho faz uma referência à Arte: