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Ciclone e outros fenômenos estão mais fortes devido às mudanças climáticas
Não é só impressão. Eventos climáticos extremos, como o ciclone que passou pelo Rio Grande do Sul na primeira semana de setembro, estão cada vez mais frequentes e intensos. Especialistas afirmam que a potência das chuvas, rajadas de vento e trovoadas se mostram cada vez mais fortes e capazes de causar tragédias. E a explicação para a maior frequência e força são as mudanças climáticas, segundo meteorologistas.
As enchentes no Estado que mataram 47 pessoas — até a última atualização — e afetaram quase 350 mil gaúchos não é um caso isolado. Simultaneamente, enchentes e devastação na Líbia e na Grécia, calor de 50 graus e incêndios generalizados no Canadá e na Europa, são outros exemplos de desastres causados por episódios extremos ligados ao clima no mundo.
Desde o fim do outono, todo inverno e começo da primavera, as ocorrências desses fenômenos são mais comuns, segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus. Para ele, “o grande lance é a intensidade que, de fato, vem aumentando”.
De acordo com o especialista, o estágio atingido no consumo dos recursos naturais do planeta não tem volta, e a tendência é de fenômenos climáticos cada vez mais descontrolados.
Segundo Willians Bini, head de meteorologia da Climatempo, a intensificação e o aumento da frequência dos eventos extremos estão diretamente associados às mudanças climáticas e ao aquecimento do planeta.
“Hoje, a questão é como a gente pode quantificar esses impactos e contribuir para nossa adaptação. Agora, falamos em adaptação e não mais em mitigação”, corrobora Cleverson Freitas, agrometeorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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