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A hipótese dominante na medicina social até meados dos anos 1970 era de que a elevação da renda e a saída da pobreza assegurariam boas condições de saúde aos indivíduos. A partir de 1985, alguns trabalhos passaram a admitir que o impacto das condições socioeconômicas seria mais amplo, isto é, seus efeitos não apareceriam apenas sob condições adversas, associados à pobreza, mas também sob condições socioeconômicas mais favoráveis. Por exemplo, a mortalidade tende a decrescer sistematicamente à medida que melhoram as condições socioeconômicas, aferidas por indicadores de escolaridade, ocupação ou renda, utilizados via de regra como marcadores intercambiáveis.
Discussão semelhante vem ocorrendo acerca da relação entre diferenças raciais, étnicas e de gênero, e condições de saúde. O caso dos Estados Unidos, onde os negros apresentam taxas de mortalidade mais altas para praticamente todas as principais causas de morte, tornou-se emblemático. A partir de meados dos anos 1990, em paralelo aos estudos que analisavam as condições de saúde partindo de atributos individuais (renda, educação, ocupação, cor/raça, idade, gênero), ganharam importância os estudos que destacavam os efeitos da desigualdade interna aos países, estados ou cidades sobre a saúde dos indivíduos. Estudos sobre os Estados Unidos demonstraram que populações que moram em áreas de maior desigualdade de renda vivem menos, independentemente da renda dessas áreas. As características da área de residência seriam melhores preditores das taxas de morbidade e mortalidade dos indivíduos do que suas características socioeconômicas. Assim, os determinantes sociais da saúde ganharam espaço no debate sobre os mecanismos que associam determinantes econômicos, psicológicos, culturais, comportamentais e biológicos às condições de saúde dos indivíduos.
Paralelamente, as relações entre sistemas de saúde, gasto em saúde e condições de saúde ganharam importância. Um estudo comparando as províncias canadenses constatou clara associação entre menor gasto em saúde e maiores taxas de mortalidade infantil e decréscimo na expectativa de vida. Outro estudo analisou a relação entre gasto público em saúde e condições de saúde em setenta países, em economias em desenvolvimento ou em transição e concluiu que as condições de saúde dos países pobres são significativamente piores do que as dos não pobres; que os primeiros são mais beneficiados pelo gasto público em saúde; e que esse efeito é reforçado pela escolaridade e pelo crescimento econômico.
Se a palavra condições (l. 11) fosse substituída por condição, quantas outras palavras na mesma frase deveriam ser modificadas para que essa frase continuasse gramaticalmente correta?