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Recordo ainda…
Recordo ainda… E nada mais me importa Aqueles dias de uma luz tão mansa Que me deixavam, sempre de lembrança, Algum brinquedo novo à minha porta… Mas veio um vento de desesperança Soprando cinzas pela noite morta! E eu pendurei na galharia torta Todos os meus brinquedos de criança… Estrada afora após segui… Mas ai, Embora idade e senso que aparente, Não vos iluda o velho que aqui vai: Eu quero meus brinquedos novamente! Sou um pobre menino… acreditai… Que envelheceu, um dia, de repente!…
QUINTANA, Mário. Poesias. Porto Alegre: Globo, 1962.
Analise as afirmativas abaixo:
1. O poema traz uma mensagem nostálgica.
2. O poema nega toda uma existência.
3. No 12º verso do poema (12ª linha) o poeta afirma seu desejo de voltar aos tempos de menino.
4. O sétimo verso (7ª linha) mostra a tranquilidade com que o poeta passou a sua infância.
5. O poeta mostra-se um velho com alma de menino.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.