///
Houve uma época, antes e depois do Renascimento e do Iluminismo, que os estados e os governantes se esmeravam em organizar grandes bibliotecas, assim entendida a reunião dos livros (biblos) num espaço próprio para sua estocagem, theke ou “o depósito”.
Mesmo durante a treva da Idade Média, os livros jamais ficaram órfãos. Justiniano ergueu bibliotecas bizantinas no Cairo, em Bagdá, em Bassora. Na Espanha muçulmana, ficaram famosas as de Córdoba, Granada e Toledo. Na Renascença, consolidaram-se as bibliotecas Real, na França, e a Escorial, na Espanha. Na Itália, ganharam posteridade a Marciana e a Laurenciana, de Florença – e a Vaticana, às margens do rio da Cidade Eterna.
A biblioteca informatizou-se e evoluiu a tal ponto que, hoje, elas estão eletronicamente ao alcance de qualquer internauta. A maior biblioteca do mundo – a do Congresso americano – está disponível ao comando de uma tecla. E a maior das livrarias online, a Amazon, mantém em comércio o Kindle, aparelho do tamanho de um livro de bolso, pesando apenas 300 gramas, capaz de receber o download de qualquer dos seus 88 mil títulos.
O aparelhinho pode receber livros, jornais e até a Wikipedia, a enciclopédia da web. Todo o universo da cultura está na palma da mão, em segundos.
Quer dizer: o livro já existe para todo tipo de freguês, do papiro ao e-book.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o Texto 1.
( ) Em “…os livros jamais ficaram órfãos.”, o autor está usando linguagem conotativa.
( ) Ao dizer que “o livro já existe para todo tipo de freguês”, o autor utiliza uma linguagem informal.
( ) A palavra “bizantinas” modifica o nome “bibliotecas”, assim como a palavra “muçulmana” qualifica o nome “Espanha”.
( ) Em “A maior biblioteca do mundo – a do Congresso americano – está disponível ao comando de uma tecla.”, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo do significado e da norma culta da língua portuguesa escrita.
( ) Os verbos ficar, erguer, consolidar(-se) e ganhar, no 2º parágrafo, estão empregados no pretérito imperfeito do indicativo porque descrevem fatos que tiveram início e fim antes de o autor apresentar sua narração.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.