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O debate mundial sobre o direito à educação de qualidade para todos vem se fortalecendo e influenciando políticas públicas de diversos países nas últimas décadas, por meio de acordos que visam o direito não somente ao acesso e permanência na escola, mas o direcionamento para práticas efetivas para a aprendizagem de todos os alunos. No Brasil, em busca de uma educação para todos, modificou-se políticas e criou-se programas educacionais. (ABED, 2014; Brasil, 2013; Pestana, 1998; Sousa, 1997). Em busca de um documento que pudesse garantir aprendizagens mínimas a todos os estudantes do país, o Ministério da Educação publicou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), determinando conhecimentos, competências e habilidades que os estudantes terão ao longo de sua trajetória escolar básica, complementando o que se estabelece nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Portanto, a educação contemporânea demanda do professor novas habilidades e competências que vão além do domínio dos conteúdos específicos de sua disciplina. Segundo Perrenoud (2013, p. 16), “a competência pedagógica é uma capacidade geral que permite mobilizar recursos cognitivos e sociais para enfrentar com eficácia as exigências e as situações imprevistas da atividade docente”.
Nesse sentido, o papel do professor no desenvolvimento de competências socioemocionais dos alunos é um tema relevante na educação contemporânea, visto que tais competências são consideradas importantes para o sucesso pessoal e profissional dos indivíduos. Sobre o exposto, analise as práticas pedagógicas a seguir.
I. Círculos de diálogo: iniciar a aula com um círculo, onde todos os alunos possam compartilhar como se sentem, suas experiências ou algo que gostariam de discutir. Isso promove a empatia, a escuta ativa e a expressão emocional.
II. Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP): desenvolver projetos em grupo que envolvam resolução de problemas ou criação de produtos. Durante o processo, deve-se incentivar a colaboração, a comunicação e a gestão de conflitos. É importante, ainda, fornecer feedback construtivo e promover reflexões sobre o trabalho em equipe e as emoções envolvidas.
III. Jogos e dinâmicas de grupo: usar jogos e atividades lúdicas para trabalhar habilidades como autocontrole, resiliência e tomada de decisões. Por exemplo, jogos de tabuleiro podem ajudar a lidar com a frustração, enquanto atividades de role-playing podem ajudar a entender e gerenciar emoções em diferentes situações.
IV. Gincana de conhecimento: incentivar os alunos a se prepararem para uma acirrada competição de conhecimentos. Os alunos competem individualmente e deverão responder à pergunta previamente preparada pelo professor de maneira rápida e correta. O professor deve destacar publicamente os melhores e piores desempenhos, oferecendo prêmios e pontuação para os primeiros colocados.
São estratégias que desenvolvem as competências socioemocionais dos alunos o que se afirma em