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Um dorme com a cabeça enfiada entre as grades do prédio o outro acorda: colchão intacto, barraca de pé, dádivas à vista [...] um prefere marquises, o outro, viadutos um deles passou hoje a empurrar nuvens o ônibus não para no ponto o telepata interespécie se disfarça de lixo para atrair um resto de comida quando a fome aperta só definha aquele que não desiste
A repetição do par “um” e “o outro” no poema constitui mecanismo de: