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Apesar de décadas de esforços globais para universalizar o acesso à educação, um relatório recente da Unesco revela que 251 milhões de crianças e jovens permanecem fora das salas de aula. Entre os fatores que perpetuam essa exclusão educacional, destacam-se a pobreza, os conflitos armados, a discriminação de gênero e as deficiências físicas ou mentais. A pandemia de Covid-19 agravou ainda mais essa situação, interrompendo a educação de milhões e expondo à fragilidade dos sistemas educacionais em todo o mundo.
No Brasil, embora tenhamos avançado na ampliação do acesso à educação, desafios significativos persistem. Regiões rurais e comunidades indígenas enfrentam barreiras adicionais, como a falta de infraestrutura adequada e a escassez de profissionais qualificados. É preocupante a alta taxa de analfabetismo funcional entre adultos. Muitos conseguem ler e escrever, mas não compreendem textos complexos nem realizam cálculos básicos necessários para atividades cotidianas e profissionais.
Além disso, a evasão escolar, muitas vezes motivada por condições socioeconômicas adversas, continua a ser um obstáculo à universalização do ensino e isso impacta diretamente o mercado de trabalho pela falta de profissionais qualificados. Esse déficit educacional compromete a produtividade do país e limita oportunidades de ascensão social.
Para reverter esse cenário, é imperativo que governos, sociedade civil e iniciativa privada unam esforços em prol de políticas públicas eficazes. Investimentos em infraestrutura escolar, formação continuada de professores e programas de inclusão digital são medidas essenciais. É fundamental que se promovam campanhas de conscientização as quais reforcem a importância da educação como direito básico e ferramenta de transformação social.
Somente com um compromisso coletivo e ações concretas poderemos garantir que ninguém seja privado do direito de aprender. Afinal, qual futuro queremos construir se deixamos milhões sem acesso ao conhecimento?
Sobre a pergunta apresentada no último parágrafo do texto: “Afinal, qual futuro queremos construir se deixamos milhões sem acesso ao conhecimento?” (l. 23-24), analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O ponto de interrogação utilizado ao final do período atribui à frase entonação interrogativa ou de incerteza, também chamada de retórica.
( ) A pergunta, entre outras, tem a função de estimular o interlocutor a uma reflexão acerca do assunto discorrido no texto.
( ) O leitor é levado a pensar sobre o seu próprio futuro, visto a ocorrência do verbo flexionado na primeira pessoa do plural, dando, assim, ideia de inclusão na problemática.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: