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Durante a aplicação dos protocolos de identificação de vítimas de desastres (DVI) da INTERPOL nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024, equipes de perícia enfrentaram desafios típicos de desastres hidrológicos de grande escala. Considerando as diretrizes internacionais de DVI, bem como as características forenses dos corpos recuperados em ambientes de enxurrada, assinale a alternativa correta.
A) A fase antemortem (AM) é dispensável quando há comprometimento facial decorrente de maceração hídrica severa, permitindo que a equipe priorize a identificação visual realizada por familiares presentes em centros de acolhimento, desde que acompanhada por fotografia recente da vítima.
B) Em enchentes, é comum que a dermatoglifia esteja totalmente inutilizada, motivo pelo qual a INTERPOL recomenda que, nesses cenários, a papiloscopia seja excluída como método primário, priorizando exclusivamente DNA e odontologia para fins de identificação.
C) A dispersão hidrogeológica dos corpos pode provocar separação anatômica, transporte de segmentos corporais por longas distâncias e heterogeneidade no estado de preservação, exigindo que a fase de reconciliação trabalhe com múltiplas peças corporais potencialmente atribuídas à mesma vítima.
D) A presença de lamas minerais em suspensão, típica de enchentes de grande porte, inviabiliza o uso de radiologia comparativa na fase post mortem, pois impede a visualização de estruturas densas, como implantes metálicos, próteses e fraturas antigas.
E) Em eventos hidrológicos, a coleta de DNA mitocondrial deve ser evitada, pois a imersão prolongada em água corrente reduz drasticamente a preservação desse tipo de material, sendo recomendável sempre optar por DNA nuclear extraído de tecidos moles.