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Foram divulgados nesta quarta-feira (04/12/2024) os resultados do relatório Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS) 2023, que traz dados sobre o desempenho de estudantes de 4º e 8º ano em matemática e ciências. Conforme o levantamento, que avaliou crianças de cerca de 70 países, o Brasil está entre os últimos colocados nas categorias que medem a performance dos alunos nas disciplinas.
O país registrou médias de desempenho inferiores à média internacional. A pontuação do Brasil em matemática foi 400, enquanto a média dos países avaliados é de 503, considerando alunos de 4º ano. No caso do 8º ano, a média brasileira foi de 378, abaixo da média internacional de 478.
Em ciências, as médias dos estudantes brasileiros foram 425 (4º ano) e 420 (8º ano), sendo que as médias entre os países na disciplina foram 494 (4º ano) e 478 (8º ano). No ranking de desempenho em matemática no 4º ano, o país ficou em 55º lugar, superando Marrocos, Kuwait e África do Sul.
Os resultados são semelhantes em ciências. A pontuação dos alunos de 4º ano colocou o país na 51ª posição entre os 58 países do ranking, atrás do Irã, Arábia Saudita e Omã. Esta é a primeira participação do Brasil no estudo, que é feito a cada quatro anos, desde 1995, pela International Association for the Evaluation of Educational Achievement (IEA).
O levantamento gerou expectativa de pesquisadores da área, uma vez que não havia avaliações sobre o desempenho em matemática de crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental, que comparassem o cenário do Brasil com o de países desenvolvidos. Boa parte dos estudos, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), levam em consideração alunos mais velhos, de 15 e 16 anos.
Conforme o diretor-fundador do instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Ernesto Martins Faria, esse diagnóstico confirma uma realidade preocupante – as dificuldades de aprendizagem no Brasil já estão presentes desde os primeiros anos da experiência na escola:
— Desde muito cedo o Brasil está muito atrás dos países desenvolvidos. Estamos falando de crianças de 9 e 10 anos de idade que já têm um gap importante, tanto em ciências quanto em matemática, só que em matemática isso toma uma proporção bem grande.
Segundo o especialista, essa conjuntura demonstra que é necessário elevar à qualidade e o nível de exigência do ensino no país, sobretudo nos anos iniciais do Ensino Fundamental, de modo a garantir uma trajetória escolar mais bem-sucedida.
— Isso inclui avaliação, currículo, materiais didáticos. Temos que alinhar o nosso processo educativo ao que está sendo conquistado em outros países. Não é possível que tenhamos 51% dos alunos sem atingir o patamar mais básico, sendo que 90% atingiram em outros países. Aceitar esse cenário é aceitar que os alunos brasileiros terão poucas oportunidades ao longo da vida — destaca Faria.
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 06, 16 e 30.