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A recente aprovação nos Estados Unidos de outro medicamento contra a obesidade, o Zepbound, amplia as opções de remédios para controle de peso, mas ele vem com os mesmos desafios de custo e acesso que afetam outros medicamentos para perda de peso de sua classe. Os medicamentos para controle de peso dessa classe são agonistas ou mímicos dos hormônios intestinais naturais que afetam o metabolismo do corpo e os sinais de fome no cérebro. No entanto, os medicamentos atualmente aprovados, versões sintéticas desses hormônios, são moléculas grandes, cuja fabricação é cara e demorada, o que significa preços altos para os consumidores e escassez crescente de medicamentos. Além disso, a maioria desses medicamentos são injeções, em vez de pílulas orais, e geralmente exigem refrigeração para armazenamento. Com mais de quatro em cada dez norte-americanos – e quase 2 bilhões de pessoas em todo o mundo – afetados pela obesidade, a promessa desses novos medicamentos para tratar a doença crônica que mais cresce no mundo tem se chocado com a realidade de seus problemas de custo e acesso. Além da fabricação complexa, o pequeno número de medicamentos para obesidade no mercado significou menos concorrência, aumentando os preços para os consumidores. Isso é um problema, pois muitos planos de saúde privados ainda não cobrem medicamentos para obesidade. Embora os pesquisadores estejam desenvolvendo versões orais desses medicamentos – incluindo versões mais baratas e mais rápidas de fabricar e distribuir –, elas ainda não estão prontas para serem analisadas pelo FDA (U.S. Food and Drug Administration), e os remédios orais existentes não são tão eficazes quanto as injeções. “O grande problema é o fato de que, no momento, não apenas os medicamentos são caros, mas também é difícil levar as injeções aos locais onde as pessoas podem precisar delas”, explica Ali Zentner, médico de controle de peso e diretor médico da Revolution Medical Clinic em Vancouver, no Canadá. “E nos Estados Unidos, por exemplo, a equidade depende da sua renda e do seu seguro saúde, não importa realmente onde você está”. No entanto, cerca de meia dúzia de candidatos dessa mesma classe de medicamentos estão passando por testes clínicos e, como vários deles estão no caminho certo para serem submetidos à FDA nos próximos anos, os especialistas esperam que eles finalmente comecem a expandir o acesso para que o mundo possa começar a progredir no combate à epidemia de obesidade. Um medicamento em desenvolvimento que vem chamando a atenção é o Orforglipron, um medicamento semelhante aos agonistas já aprovados, mas que é uma molécula menor, o que torna sua produção mais fácil e barata. Também é um comprimido oral, e não uma injeção, que não é tão sensível à temperatura de armazenamento quanto os medicamentos injetáveis. Embora esteja apenas entrando na fase 3 dos estudos, a eficácia observada com o Orforglipron em um estudo de fase 2 sugere que uma opção mais acessível não está fora de alcance. Os remédios existentes estão “em uma forma que podemos usar facilmente, mas não podemos fazer um injetável com tanta facilidade”, diz Sean Wharton, professor adjunto da Universidade McMaster, no Canadá, e diretor médico da Wharton Medical Clinic, que está liderando a pesquisa sobre o Orforglipron. “Ter algo que você precisa tomar toda semana para os bilhões de pessoas em todo o planeta que vivem com obesidade significa que você precisa de um produto que possa chegar lá, que possa ser produzido em massa e depois distribuído de forma adequada”.
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O Orforglipron é um medicamento em desenvolvimento que apresenta uma produção mais fácil e barata do que os demais medicamentos citados no texto.
( ) O Orforglipron é uma injeção que requer cuidados com a temperatura de armazenamento, diferentemente dos medicamentos orais.
( ) Sean Wharton, professor adjunto da Universidade McMaster, lidera a pesquisa sobre o Orforglipron e afirma que é mais fácil produzir um injetável do que um comprimido oral.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: