///
Como combater as deepfakes
Por Pedro Tavares
A evolução rápida da inteligência artificial representa um desafio para o combate à desinformação nas eleições deste ano, sendo este um dos temas debatidos por Alana Rizzo, líder de Políticas Públicas do Youtube, e João Brant, secretário de Políticas Digitais na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
“O tema das deepfakes é uma das grandes novidades deste ano”, disse Rizzo, em referência a técnicas que permitem usar a voz, o corpo e o rosto de pessoas em fotos e vídeos que simulam falas e situações que nunca viveram. “Todo mundo quer entender essa nova dinâmica e no Youtube nós trouxemos três novidades quanto a isso”, explicou. A primeira novidade é a orientação que a plataforma faz ao criador de conteúdo para que ele identifique o uso de Inteligência Artificial (IA) na criação, seja na legenda ou com um banner no canto superior do vídeo. Caso publique o vídeo sem esse alerta, o conteúdo pode ser removido. A segunda é um rótulo que o próprio Youtube aplica aos vídeos que contêm o que Rizzo chamou de “temas sensíveis”, como eleições, quando se identifica o uso de IA. A terceira é um formulário disponibilizado para quem se vê alvo de uma deepfake, tendo sua voz ou imagem mimetizada, e deseja pedir a remoção de conteúdo.
Para o secretário João Brant, uma das vertentes de desinformação mais preocupantes é que desacredita o próprio sistema de votação. “Se eu rompo o laço e a expectativa de confiança das pessoas no processo eleitoral, eu detono um pilar da democracia porque, no fundo, tudo está baseado em confiança”. A secretaria de Políticas Digitais dentro da Secretaria de Comunicação (SECOM) foi criada para ser um “espaço de laboratório”, nas palavras de Brant, para testar regulações e políticas públicas relacionadas ao ambiente digital: “Nosso objetivo é dar conta de desafios que não existiam. Por isso, percebemos que era preciso montar uma secretaria de políticas digitais”, diz. Entre as principais frentes de atuação da secretaria, Brant destacou quatro: fortalecer instrumentos de regulação, criar políticas públicas de sustentabilidade do jornalismo, apostar em ciência e tecnologia e ter frente de ação internacional (entender problemas que são comuns no mundo inteiro).
Rizzo disse que, nas eleições presidenciais de 2022, um dos desafios do YouTube era abrigar uma diversidade de vozes e opiniões, garantindo acesso à informação e fortalecendo a construção de um espaço cívico mais plural e democrático. Como forma de orientar essa atuação, a plataforma se baseia em quatro pilares, que são uma das formas do Youtube de se organizar no trabalho de combate à desinformação: a remoção de conteúdo, recomendação (indicando conteúdos de qualidade), a redução (Rizzo deu o exemplo de vídeos sobre terraplanismo, que se tornaram menos acessíveis aos usuários, que demoraram mais tempo para encontrá-los) e a recompensa para os criadores considerados qualificados e confiáveis.
Considerando o fragmento retirado do texto, “Caso publique o vídeo sem esse alerta, o conteúdo pode ser removido”, assinale a alternativa que apresenta uma expressão que possa substituir a expressão sublinhada, sem alteração no sentido do trecho em que aparece.