///
Já ouviu falar que o oceano está se tornando mais ácido? Sabe o que isso significa? Vamos pensar em algo ácido muito próximo da gente: o limão! Quem já experimentou o suco puro de limão sabe o quanto é azedo e ácido. Dá aquela sensação na boca que faz a gente estremecer. Às vezes, faz até doer o estômago… Agora, imagine derramar toneladas e mais toneladas de suco de limão no mar. Um fenômeno parecido já acontece, mas, em vez de suco de limão em excesso, o que está chegando ao oceano em quantidade muito além do normal é o gás carbônico, que, ao entrar em contato com a água, é transformado em ácido. Vamos mergulhar nesse assunto para entender melhor?
O gás carbônico é um gás encontrado naturalmente no ar. Todos os seres vivos inspiram oxigênio e expiram gás carbônico, e isso não é um problema. Diversas ações humanas, contudo – como o uso de combustíveis fósseis, as queimadas de florestas, a poluição das indústrias, entre outras –, também produzem esse gás. É esse excesso de gás carbônico, que vai se acumulando cada vez mais na atmosfera da Terra, que causa problemas graves para o planeta, como o efeito estufa e a acidificação dos oceanos. Pois é, graças às ações humanas, o gás carbônico se tornou um grande vilão.
No caso dos oceanos, o que causa a acidificação não é o gás carbônico simplesmente, mas sua transformação quando entra em contato com a água. Esse encontro no ambiente marinho produz uma reação química que gera um ácido, o ácido carbônico. E é o ácido carbônico que torna o oceano mais ácido!
Agora você deve estar se perguntando: _______ um problema que acontece no oceano afeta a vida no planeta inteiro? Ótima questão! Para começar, a acidez dos oceanos ameaça diretamente a vida de diversos animais marinhos, como corais, ouriçosdo-mar, caranguejos, caramujos, ostras e até seres microscópicos. Para piorar, a acidificação dificulta a reprodução de animais marinhos adultos, além de causar problemas para o desenvolvimento de larvas e filhotes. Ou seja: prejudica ainda mais o futuro das espécies, uma vez que menos filhotes conseguem sobreviver para chegar à vida adulta e cada vez menos os adultos conseguem reproduzir ou dar à luz a filhotes saudáveis.
E não pense você que os animais maiores, como os peixes e as baleias, não são afetados. Com gás carbônico em excesso na água, esses animais acabam contaminados, passando a ter problemas no metabolismo (reações que acontecem naturalmente dentro do nosso organismo) e até nas suas capacidades sensoriais (como de localização de predadores ou de deslocamento). Imagine quantos problemas de saúde podem surgir na população humana ao comermos peixes e outros derivados do mar! A diminuição da nossa imunidade, isto é, das defesas naturais do corpo, é um deles. Além de afetar a saúde humana, a acidificação oceânica atinge diretamente todos que têm o mar como sustento, seja com atividades de turismo ou pesca. Os povoados costeiros, as comunidades caiçaras e todos que precisam das riquezas do mar para sua sobrevivência acabam prejudicados.
Mas agora é hora de dar boas notícias: a acidificação oceânica tem solução! É necessário, no entanto, que as emissões de gás carbônico sejam reduzidas e cada vez mais soluções baseadas na natureza sejam aplicadas no dia a dia da sociedade, resultando, assim, na melhoria de vida de todo o planeta.
A palavra “agora” é morfologicamente classificada como advérbio de: