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Fontana (2004) associa o conhecimento histórico ao debate historiográfico, na medida em que o vincula às concepções dos historiadores. Entre uma série de teorias e de metodologias que conformam o campo de saber responsável pela escrita da história, tivemos aquelas que inspiraram os organizadores de uma revista de história, publicada pela primeira vez em 1929, na cidade de Paris. O periódico fundou um campo historiográfico que tinha como objetivo fomentar as discussões sobre uma história que ajudasse a entender os problemas dos homens da época. De início, esteve próximo da história econômica e social e utilizou conhecimentos de outras ciências sociais. Apesar das diferenças entre os pesquisadores a ela filiados, em geral, reivindicou a modernização dos métodos de trabalho, rompeu com a limitação imposta pela análise exclusiva de documentos escritos e defendeu a história como um conhecimento cientificamente elaborado sobre as atividades humanas no tempo. Tais características são atribuídas à corrente historiográfica definida como: