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Eslen Delanogare, doutor em Neurociências e fundador do canal Reservatório de Dopamina, recentemente abordou o grave problema das casas de apostas online. Ele trouxe uma perspectiva interessante: a popularização das tais bets só foi possível porque muitas barreiras que havia antes para uma pessoa poder apostar foram eliminadas graças à facilidade e ao imediatismo de usar os aplicativos de apostas no celular.
Antigamente, era necessário sair, ter dinheiro vivo em mãos (ou bens a pendurar numa casa de penhores), ir até um cassino, bingo ou banca de jogo ilegal e tentar sua sorte (ou, mais provavelmente, cair no colo do azar). Hoje bastam dois ou três cliques: conta bancária, cartão de crédito, oferta de empréstimo de banco estão diretamente no aplicativo sem precisar ir à agência, e assim os recursos para as apostas infinitas se tornam acessíveis ali, praticamente sem barreiras físicas.
Este ponto da eliminação de uma barreira para facilitar um comportamento negativo pode ser observado em outras áreas da sociedade. Vamos considerar as atuais campanhas políticas: antigamente, custava muito caro imprimir santinhos e adesivos e fazer faixas e bandeiras. Hoje o material impresso está mais barato e polui visualmente nossas ruas a ponto de pegarmos ranço de candidaturas extremamente vistosas.
Além disso, as redes sociais e seus impulsionamentos fazem a mensagem dos candidatos chegar às milhares de pessoas com um único clique, com rapidez e baixo custo. Não precisa do aluguel de um estúdio, nem de equipamentos de gravação caríssimos, nem de uma equipe numerosa, o que no passado eram barreiras para produzir material eleitoral de áudio e vídeo. Hoje nem comício presencial é necessário porque muitos adotaram o que chamo de “comícios virtuais”, as tais lives, sem a barreira do “olho no olho” com os eleitores.
Com base no texto, assinale a alternativa que NÃO indica uma facilidade (positiva ou negativa) proporcionada pela internet.