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Implicações do ChatGPT no trabalho e nas relações humanas
Por Victor Barboza
Você já precisou de um atendimento, seja por computador, seja pelo telefone, e, quando percebeu, estava falando com uma máquina? Cada vez mais comuns, os chats automáticos já fazem parte da realidade do atendimento de muitas empresas. Porém, muitas vezes, depois de clicar em um monte de opções, a máquina se perde, e aí de duas uma: ou a conversa é encerrada automaticamente, ou o atendimento é transferido para um humano. Mas esse cenário está com os dias contados. A Microsoft vai introduzir, em breve, em seu pacote Office, a tecnologia de inteligência artificial batizada de “ChatGPT”. Com um investimento de 10 bilhões de dólares, trata-se de uma solução na nuvem com a principal utilidade de gerar textos como os produzidos por humanos, como este que você está lendo agora. O anúncio foi feito por Satya Nadella, atual CEO da Microsoft, que acredita que a tecnologia “vai viralizar” devido a sua capacidade não somente de produzir redações de qualidade, mas também de responder a perguntas e até mesmo gerar códigos de desenvolvimento de software.
A ideia do ChatGPT começou em 2018, quando foi lançada a primeira versão do projeto, e aos poucos ele foi se aprimorando. Hoje, ele conta com uma vasta quantidade de textos disponíveis na web, incluindo conteúdo de veículos de notícias, artigos da Wikipédia e até posts em redes sociais. O GPT é um modelo de linguagem baseado em redes neurais, um conceito ligado à inteligência artificial que prevê que uma sentença de texto seja coerente, fazendo total sentido para a compreensão humana. Ele será empregado em chatbots capazes de gerar relações mais objetivas com as pessoas, usando apenas algumas instruções de entrada, sendo útil para gerar textos para blogs, redes sociais e sites, por exemplo. Depois de pronto, o resultado pode ser conferido e corrigido por um humano para adaptações de escrita ou supressão de improcedências.
Nas empresas, a ferramenta será capaz de trazer o cliente mais para perto. Ademais, haverá diminuição no tempo de espera, otimização de diferentes departamentos de espera e uma ajuda extra para o negócio aprimorar seus produtos e serviços. E isto é muito bem-vindo. Para você ter uma ideia, em 2020, de acordo com o Relatório Zendesk de tendências da experiência do cliente, apenas 61% dos clientes entrevistados afirmaram que conseguiram resolver seus problemas nesse tipo de meio de comunicação. A ideia do ChatGPT é elevar esse número para mais de 90%. A partir de seu lançamento, redações com aproximadamente 500 palavras, que são consideradas “a quantidade certa” para várias postagens, poderão ser construídas com facilidade pela solução, que ainda não trará resultados perfeitos, razão pela qual a figura do revisor se torna importante.
Para Filipe Bento, CEO da Br24, os textos, de modo geral, são muito bons, levando em conta que são produzidos por um computador. “Não estamos diante de mais uma tecnologia que vem para “roubar” o trabalho dos humanos, mas sim levar à redução no número de empregos em algumas áreas, como escrita criativa, redação de conteúdo e tradução. Por outro lado, a tecnologia, via de regra, cria oportunidades em outros segmentos, mudando significativamente o mercado de trabalho”, afirma Bento.
Ao automatizar muitas tarefas que atualmente são realizadas por humanos, como a geração de texto, a tradução e a resposta a perguntas, a ideia é que a máquina replique automaticamente o pensamento e a atuação de uma pessoa. O ChatGPT então demandará pessoas que saibam dialogar com ele. Para Bento, com a automação das tarefas, as empresas vão se tornar mais eficientes e precisas, o que pode beneficiá-las e, por sua vez, criar empregos que exijam habilidades humanas para agregar muito mais valor aos seus negócios.
Analisando-se as características ligadas ao texto, é INCORRETO afirmar que ele: