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O Brasil possui uma notável diversidade criativa de expressões culturais, e essa diversidade cultural pode ser uma questão central para o desenvolvimento de projetos no país.
Atenção especial é necessária quanto à preservação e ao reconhecimento nos seguintes aspectos: o valor das tradições, das artes, dos costumes e das expressões populares e indígenas; o reconhecimento da influência africana na cultura e na história brasileira; a preservação de línguas ameaçadas de extinção; o valor pelo conhecimento tradicional sobre a natureza; a sustentabilidade do uso e do investimento em infraestrutura nas reservas naturais; a consolidação dos direitos humanos; e a luta contra a discriminação.
Em 2007, o Brasil ratificou a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovada pela Conferência Geral da UNESCO General e assinada em Paris, em 20 de outubro de 2005. A Convenção é um instrumento normativo que orienta a Organização na elaboração de conceitos, objetivos e políticas para favorecer a diversidade cultural com ênfase no pluralismo, no diálogo entre as culturas e suas várias crenças, assim como no desenvolvimento de políticas. Por meio desse acordo histórico, a comunidade internacional reconheceu formalmente a natureza dupla, tanto cultural quanto econômica, das expressões culturais contemporâneas produzidas por artistas e profissionais da cultura.
A Convenção de 2005 visa a apoiar as políticas e medidas nacionais para promover a criação, a produção, a distribuição e o acesso referentes aos diversos bens e serviços culturais e contribuir com sistemas de governos estruturados, transparentes e participativos para a cultura.
As culturas indígenas, por exemplo, possuem uma riqueza de conhecimento essencial para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e preservar o meio ambiente e a biodiversidade do mundo. A UNESCO tem trabalhado para salvaguardar o patrimônio imaterial, a partir do conhecimento tradicional desses povos, conscientizando-os de sua importância por meio do apoio de programas governamentais, criando interfaces essenciais entre cientistas e comunidades indígenas. Seu conhecimento tradicional como uma fonte de identidade e história, sua filosofia, seus valores e seus modos de pensar, refletidos em suas línguas, tradições orais e diversas manifestações culturais, são o fundamento da vida comunitária desses povos. Em um mundo de interações cada vez mais globais, a revitalização de culturas tradicionais e simplificadas garante a sobrevivência da diversidade cultural dentro de cada comunidade, contribuindo para a conquista de um mundo plural.
No trecho “promover a criação, a produção, a distribuição e o acesso referentes aos diversos bens e serviços culturais” (l. 17-18), observa-se a ocorrência de um vício de linguagem chamado eco, que ocorre quando palavras de uma mesma estrutura apresentam as mesmas terminações (CEGALLA, 2020). Considerando os vícios de linguagem, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de cacofonia.