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O Rio Grande do Sul sofre, desde o início de setembro, com um dos piores eventos climáticos das últimas décadas. Mais de 90 cidades gaúchas declararam situação de calamidade pública, com mais de 40 mortos e mais de 900 feridos. Milhares ficaram sem acesso ou tiveram perdas em suas residências e registros de pessoas que ficaram abrigadas em cima de telhados ou árvores, para fugir da força das águas.
Além de todos os prejuízos, ainda há perigo para a saúde das pessoas atingidas. São três os principais riscos diarreia, hepatite A e leptospirose. A principal forma de prevenção é não entrar em contato com água acumulada, contudo, para quem já se contaminou, o importante é ficar atento sinais.
O infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury no Rio Grande do Sul, Dr. Celso Granato, comenta sobre a expectativa de vida nas cidades atingidas pelas enchentes: “os idosos podem ter sistemas mais comprometidos, enquanto crianças sofrem mais com desidratação”. Além das faixas etárias que exigem mais atenção, grupos de risco como hipertensos e diabéticos também precisam ficar mais alertas aos sintomas. No caso da diarreia, o período de incubação é curto, em dois dias após a ingestão da água contaminada, a pessoa já deve apresentar os sintomas. A contaminação pode ocorrer por vírus ou bactéria e o diagnóstico é clínico, mas pode ser feito um teste para saber qual o agente. A principal característica pode ser identificada nas fezes amolecidas ou líquidas, em episódios de pelo menos duas vezes ao dia. O tratamento consiste em, principalmente, hidratação. Já a hepatite A tem contaminação oral-fecal, ou seja, a pessoa precisa ingerir água ou alimentos contaminados. Mas, felizmente, existe vacina contra essa forma da doença, e é aplicada na infância, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI), contudo, adultos também podem ser imunizados.
Já o grande perigo das enchentes é a proliferação de leptospirose na população, pois a doença pode ser mortal. A bactéria leptospira, que afeta principalmente os rins, está presente na urina de ratos, comuns nas cidades, por se alimentarem principalmente de resíduos de alimentação humana. Com as enchentes, além da contaminação do esgoto, outras substâncias se misturam na água. Outro ponto de perigo é o fato de a leptospirose ser adquirida através do contato direto, não necessariamente a ingestão. “Temos microfissuras na pele, e mesmo sem perceber a olho nu, bactérias podem entrar no corpo”, explica o infectologista.
Após a contaminação, a leptospirose pode demorar de uma a três semanas para mostrar os sintomas, sendo o principal a pele alaranjada. O diagnóstico é clínico e o principal grau de suspeita é a pessoa ter tido contato com áreas alagadas. O tratamento é feito com antibióticos e pode durar algumas semanas.
Considerando as regras de ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 11, 18 e 25.