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Na Ucrânia, as mães iluminam a escuridão com a luz da nova vida
Por Redação do UNICEF
Yuliya balança suavemente sua bebê recém-nascida no porão úmido de um centro médico da capital ucraniana. Vera tem apenas alguns dias, mas sua vida já está em perigo. “Estamos sentadas aqui no porão, choramos”, diz Yuliya. “É assustador ver fumaça e bombardeios. Estamos fazendo tudo o que podemos para salvar nossas crianças”. Ela levou dois dias viajando a pé de sua casa, nos arredores de Kiev, antes de alcançar a segurança do Centro Perinatal Regional de Kiev. Com a violência devastadora, ela não teve escolha a não ser tentar encontrar um lugar seguro para dar à luz sua filha. Admite que houve momentos em que pensou que poderia não chegar à maternidade em meio aos bombardeios e explosões que abalaram a área naqueles últimos dias (matéria de 16 de março de 2022).
Yuliya é apenas uma das muitas mulheres e crianças que encontraram abrigo no Centro, cujo porão foi transformado em uma maternidade improvisada. Nataliya Heynts, a diretora do Centro, diz que a situação tem sido extremamente difícil para as famílias. “É impossível estar preparado para isto”, diz ela. “Está extremamente frio e escuro, e não há tomadas aqui embaixo”. A equipe médica do Centro está trabalhando sob intensa pressão, fazendo os partos apesar do bombardeio do lado de fora, e muitas vezes trabalhando sem uma fonte de energia estável. Alguns funcionários já foram embora com suas famílias. Como resultado, Nataliya e seus colegas remanescentes assumiram vários papéis. “Eu trabalho como cozinheira, clínica geral e cirurgiã”, diz ela. “Mas é nossa responsabilidade estar aqui e garantir que o centro esteja funcionando”.
Além dos serviços de parto, o Centro oferece alojamento temporário para as mulheres que vêm aqui para tratamento. Elas “não podem voltar para casa”, diz Nataliya, porque “elas simplesmente não têm mais uma. Teremos que encontrar outras soluções”.
Apesar da violência em curso, o UNICEF está em campo na Ucrânia, entregando suprimentos extremamente necessários e trabalhando com parceiros para garantir que as famílias possam receber o tratamento de que precisam.
“Recebemos concentradores de oxigênio, balanças, aventais e luvas de proteção”, diz Nataliya. “Tudo isso será usado para mulheres em trabalho de parto, crianças pequenas e bebês prematuros que estão atualmente sob nossos cuidados”.
Yuliya sabe em primeira mão como os suprimentos médicos têm sido críticos para as famílias. Mas ela acrescenta que há outra coisa pela qual ela está desesperada. “Quero que todos nós permaneçamos vivos”, diz ela. “Eu quero paz”.
No texto, temos a palavra “houve” (l. 07) – verbo haver – que inicia com “h”. Assinale a alternativa que apresenta a grafia INCORRETA quanto ao uso da letra “h” no início da palavra.