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Para começar, você sabe a diferença entre epidemia e pandemia? Dizemos que há uma epidemia quando ocorre um aumento rápido do número de casos de uma doença, acima do que seria normalmente esperado para uma população em uma determinada área. Já a pandemia se refere a uma epidemia que se alastrou por muitos países ou continentes, afetando um grande número pessoas.
As epidemias de doenças infecciosas são muito preocupantes. Você sabe o que são doenças infecciosas? São aquelas causadas por bactérias, vírus ou parasitas. Esses microrganismos são muito diversos e podem contaminar pessoas de diferentes maneiras. Alguns são transmitidos principalmente pelo contato ou proximidade entre as pessoas – como a gripe e o sarampo; outros podem entrar em nosso organismo quando ingerimos água ou alimentos contaminados – como as que causam diarreia; e há ainda os que se hospedam em outros transmissores (chamados de vetores), como os mosquitos – é o caso da dengue e da febre amarela.
Dois fatores são muito importantes de observar nas doenças infecciosas: a capacidade que os vírus ou as bactérias têm de passar de uma pessoa para outra e a gravidade da doença que causam. O novo coronavírus (chamado pelos cientistas de SARS-CoV-2), causador da atual pandemia, se espalha com muita facilidade e, na maior parte das pessoas, ele não provoca sintoma algum. Então, essas pessoas, que nem sabem que estão infectadas, continuam levando a vida normalmente e acabam transmitindo o vírus para outras.
Acontece que em algumas pessoas o novo coronavírus causa sintomas graves. Pelo que já se sabe, ele é mais perigoso para idosos (pessoas com 60 anos ou mais), pessoas com baixa imunidade (isto é, com células de defesa em menor quantidade do que o normal), que tenham pressão alta ou diabetes. Nesses casos, as pessoas costumam apresentar dificuldade de respirar, podem ter pneumonia (que é uma infecção nos pulmões) ou outras complicações. Em algumas situações, podem até não resistir e morrer.
O novo coronavírus não é a primeira pandemia da história da humanidade, já existiram muitas outras. Com elas, a ciência desenvolveu estratégias de controle. Sabe o que isso significa? Que os pesquisadores desenvolveram medicamentos antibióticos (contra bactérias) ou antivirais (contra vírus) para tratar as pessoas, criaram também vacinas para prevenir muitas doenças e descobriram o quanto divulgar informação é importante para conscientizar a população da necessidade de algumas mudanças de comportamento, que evitam o surgimento de novos casos.
Para o novo coronavírus já estão sendo feitos muitos testes de medicamentos e muitas tentativas de se conseguir uma vacina. Acontece que tudo isso leva tempo, e, enquanto essas descobertas não vêm, o caminho é se proteger com informação. A mais valiosa, nesse momento, é ficar em casa, para evitar se contaminar e transmitir para outras pessoas – já sabemos que algumas podem ter sintomas graves e não desejamos isso, não é mesmo? Se nos isolarmos, o vírus para de circular, e a pandemia vai diminuindo até desaparecer.
A maioria das pandemias teve origem em vírus que normalmente ocorrem em outros animais e saltaram de hospedeiro, isto é, passaram desses outros animais para seres humanos sem qualquer imunidade (proteção) contra eles. Há exemplos de vírus que as pessoas pegaram de aves, porcos, morcegos (como se supõe ser o caso do novo coronavírus) e chimpanzés, entre outros bichos.
Considerando que há uma quantidade gigantesca de vírus desconhecidos na natureza, é provável que, de tempos em tempos, o mundo seja confrontado com uma nova pandemia. Como a solução para esse tipo de problema vem da ciência, é muito importante darmos valor às pesquisas científicas.
De acordo com o texto, por que o isolamento é importante em uma pandemia?